Na última terça, mesmo dia em que o poeta Antônio Roberto Fernandes teve diagnosticada sua morte cerebral, um funcionário da secretaria de Obras derrubava a golpes de marreta a estátua do líder abolicionista José do Patrocínio. Instalada no Palácio da Cultura desde 2003, a escultura de bronze foi ali instalada por iniciativa de Antônio Roberto, ainda no governo Arnaldo Vianna. Sem nenhuma autorização escrita ou consulta aos órgãos competentes, a ação gerou reação do Conselho Municipal de Cultura, que ontem promoveu uma reunião extraordinária para repudiar a ação num manifesto (publicado, hoje, com exclusividade, pela Folha) e cobrar explicações em carta ao prefeito Alexandre Mocaiber. Com a morte cerebral confirmada num eletroencefalograma, na tarde de ontem, Antônio Roberto ainda mantém o corpo funcionando através de aparelhos, mas seu quadro é irreversível.
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